domingo, 12 de setembro de 2010
Road train??
Em terras aborígenes – Parte II (Dias 48 ao 54) 30/Jul a 05/Ago
Uma semana foi o tempo que passamos explorando as belezas do Kakadu National Park, o maior parque da Austrália, patrimônio da Unesco e de propriedade de clãs aborígenes. Aprendemos ainda mais sobre os costumes e regras sociais desse povo e nos fascinamos em meio a tanta beleza natural e biodiversidade.
E mais cachoeiras! Mas cuidado com os “crocs” – apelido carinhoso aos crocodilos aqui – nada de chegar perto da beira dos rios!
Dessa vez Brukus entrou em ação pra valer, levamos quase 1h percorrendo uma trilha de 10km!
Floresta tropical, savanas, pântanos, montanhas, pinturas rupestres mais antigas do planeta!, animais dos mais diversos. As fotos falam por si só...
sábado, 11 de setembro de 2010
Mais cachoeiras!!! (Dias 46 e 47) 28 e29/Jul
Ah, nesse meio tempo um anjinho nos soprou uma mudança na rota da viagem... de 180°! Destino agora é costa oeste, nada de grandes cidades já que estamos mesmo é virando bixos do mato. Vamos explorar o lado mais selvagem dessa ilha encantada. Nos aguardem!
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
O aniversário que pedi ao Papai do Céu (Dias 38-45) 20-27/Jul
Nos despedimos de Alice Springs com o coração apertado. Ali passamos exatamente um mês (pra quem chegou pensando em ficar 3 noites...) que seguramente mudou nossas vidas. Já tínhamos até esquecido como era a vida na estrada. Mas não se trata de uma estrada comum não. A estrada na qual viajamos é mais do que especial. Ela nos leva diretamente ao paraíso. É assim que nos sentimos.
Aliás, tanto que o Rafa pediu que ele ganhou e, ainda por cima, exatamente no dia do aniversário! Desde nossa saída de Adelaide ele vinha falando no calor e nas piscinas naturais de águas termais que tinha visto na internet. Perguntava para todas as pessoas onde era e passava contando os dias para sairmos logo do frio. Bem, após rodarmos 1000km em direção ao norte, depois de cruzar o Trópico de Capricórnio, finalmente chegamos! O clima e a paisagem mudaram completamente. É tudo verde agora! Árvores para todos os lados. É, o deserto realmente ficou para trás.
Aliás, tanto que o Rafa pediu que ele ganhou e, ainda por cima, exatamente no dia do aniversário! Desde nossa saída de Adelaide ele vinha falando no calor e nas piscinas naturais de águas termais que tinha visto na internet. Perguntava para todas as pessoas onde era e passava contando os dias para sairmos logo do frio. Bem, após rodarmos 1000km em direção ao norte, depois de cruzar o Trópico de Capricórnio, finalmente chegamos! O clima e a paisagem mudaram completamente. É tudo verde agora! Árvores para todos os lados. É, o deserto realmente ficou para trás.
Nossa primeira parada foi no vilarejo de Mataranka. Muito famoso pelos “hot springs” ou piscinas naturais com água a 32°C! Nem precisamos dizer que nem bem saímos da estrada e fomos direto nos refrescar em uma delas. É até difícil explicar o lugar, mas vou tentar: imaginem um rio com leve correnteza, cheio de palmeiras gigantes ao redor, milhares de pássaros, água cristalina e quente.
Agente entrava numa ponta e ia embora boiando com a corrente até que saía na outra ponta e recomeçava outra vez. Uma verdadeira obra de arte da nossa querida mãe natureza. Ficamos ali até murchar e depois fomos para o camping – no meio de um bosque imenso e as margens do rio Roper.
Comemoramos o aniver do Rafa de uma forma muito especial: banho de rio, trilha de bike, banho de cachoeira e pra finalizar o dia, pôr-do-sol na piscina termal.
Melhor do que a encomenda! Esse Papai do Céu é mesmo muito generoso! É verdade que estamos bem longe do Brasil, mas nem por isso deixo de cantar:
“Moro num país tropical! Abençoado por Deus e bonito por natureza.
Mas que beleza! O ano inteiro tem canguru (tem canguru), muito melhor do que qualquer carnaval...
Sou brasileira e tenho um nego chamado Rafa”
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Yogito I (Dias 34 ao 37) 16 à 19/Jul
Após um longo período de chuvas retomamos nossas aventuras, com muito sol e calor. Nosso plano era fazer a Larapinta Trail, mas após o primeiro treinamento (que foi bem forte), os atletas descobriram que estão na idade do condor... com dor aqui, com dor ali... mas cheios de vitalidade e disposição.
Iniciamos o dia visitando o Standley Chasm, a trilha que conduzia até o gap (fenda), ia costeando um pequeno riacho repleto de pedras. Durante todo o trajeto o cantar dos passarinhos com o som da água corrente se transformava em uma verdadeira sinfonia.
No local existe um lago natural oriundo da fenda existente, não podemos resistir e logo puxamos nosso bote, o Yogito I,nome de batismo dado em homenagem ao peralta Yogi. Exploramos o lago de ponta a ponta, com direito a ancorar em algumas prainhas.
Bom pessoal, agora já conheceram mais um de nossos brinquedos. Daqui a pouco apareceremos a bordo dele ai pelo Brasil!!! Estamos partindo do paraíso conhecido como Alice Springs, agora o negócio é pé na estrada e seguir com o soprar dos ventos, logo enviamos notícias das nossas aventuras.
domingo, 11 de julho de 2010
Depois da chuva... (Dias 23 ao 27) 05 à 09/Jul
Foram 3 dias em baixo d’água. Estamos descobrindo que o tempo é totalmente imprevisível em climas áridos. Pode chover muito durante poucos dias assim como pode não chover durante meses. Mas nada melhor do que uma boa chuva, não é mesmo? Ainda mais aqui aonde a chuva tem o poder de mudar completamente a paisagem e dar vida a novas vidas.
Magaiver aproveitou o tempo: instalou o anexo de lona na casa móvel (agora temos o dobro de espaço!) e construiu um fogareiro de latinhas de refrigerante. Agora só falta comprar álcool e testar a engenhoca – ainda não sabemos ao certo quando vamos utilizá-lo mas o momento virá. Além disso, nosso Magaiver está de visual novo. Eu adorei e assim é bom pois já economizamos shampoo né, hehehe.
O rally que fizemos no outro dia não era nada comparado à estrada de acesso ao parque. A cada travessia era uma emoção nova. Eu nervosa, agarrada no nosso Ganeshinha, rezando para que o Brukus não se afogasse. Várias vezes ficávamos esperando que outro carro passasse para então sabermos por onde seguia a estrada.
Depois de 2h (18km), conseguimos finalmente chegar. Só a aventura da estrada já tinha valido o passeio e ainda por cima o local era de uma beleza fascinante!
Montamos nosso acampamento e saímos para curtir o pôr-do-sol em cima das montanhas.
À noite novamente fomos presenteados com um céu mega estrelado e durante horas ficamos contemplando a via láctea e contando as estrelas cadentes até que nosso fogo terminasse.
No outro dia saímos para visitar o famoso vale das palmeiras. O oásis abriga raras palmeiras pré-históricas gigantes, algumas com mais de 300 anos.
Vontade não tínhamos de ir embora mas fomos advertidos de que mais chuva estava a caminho e, se ficássemos, teríamos grandes chances de não conseguir mais sair do parque nos próximos dias.
Home sweet home... Até mais então, após o eclipse do sol e quando as nuvens deixarem que ele brilhe por aqui novamente.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
O treinamento (Dias 21 e 22) 03 e 04/Jul
Já tínhamos deixado quase tudo pronto na noite anterior, então foi acordar cedo, tomar café e pé na estrada (literalmente!). Eram 8km de caminhada na estrada e 10km na trilha, sendo uma subida interminável de sabe-se lá quantos metros.
Importante comentar que desde que saímos o Rafa preocupado com dois trechos da estrada que estavam cobertos com água. Molhar os pés de manhã cedo nesse frio? Magaiver matutou, matutou (pensou até em levar o machado para cortar uma árvore), mas não teve jeito. Chegamos na primeira travessia, ele tentou de tudo (até a pedir carona), porém acabou tendo que colocar os pezinhos na água (Confesso que a água estava gelaaada).
Já na segunda travessia ele deu um salto e adivinhem? Enfiou o pé na água! (O pulo está filmado). Enquanto eu tirava os tênis para atravessar, como num passe de mágica, não é que aparece um casal oferecendo uma carona! Não acreditamos!!! Nem preciso dizer que foi uma risada só. Eu bem faceira cruzando no carro com os pés sequinhos e o Rafa do outro lado indignado com os pés encharcados! (hehehe)
Bem, esse foi só o começo! Depois dos 8km, finalmente chegamos no início da trilha isso era quase meio-dia. E daí por diante não paramos mais de subir. Eu já colocando os bofes para fora, estava que não agüentava mais, e o Rafa (preocupado para não pegarmos noite na trilha) não dava tréguas! “Vamo Jejé, não pára! Lá em cima nós descansamos!.” Eu já não sabia mais que desculpa inventar para poder descansar: fotografava tudo, bebia água, admirava a paisagem, até que cheguei no limite extremo! – Rafa, eu vou parar, se tu quiser segue sozinho! Tá, 5 minutos então, responde ele meio contrariado.
Depois de quase 2 horas subindo por entre as pedras, até que enfim chegamos no topo. Valeu a pena! A vista era de tirar o fôlego!
Descansamos, comemos e seguimos em frente, afinal a recém estávamos na metade. Na descida todo o santo ajuda, o problema eram realmente as pedras soltas e todo o cuidado era pouco. Éramos só nós dois na trilha, não cruzamos com ninguém o dia todo.
Chegamos de volta no acamps, eram quase 17horas e recebemos os aplausos do pessoal pois eles previam nossa chegada no mínimo para as 18horas. O treinamento foi Power. Tão Power, que não preciso dizer que os atletas quase não se mexiam no dia seguinte. O resultado foi um joelho e um pé lesionados. Mas como sempre, é errando que aprendemos, e agora já sabemos que precisamos respeitar os nossos limites.
The Larapinta Trail que nos aguarde, pois a “sorte” segue do nosso lado.
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